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Publicada em: 19/04/2017

Vereador Eduardo Prado envia informações da CEI da SMT para a PC

O relator da Comissão Especial de Investigação (CEI) que apura irregularidades na Secretaria Municipal de Trânsito (SMT), vereador Delegado Eduardo Prado, enviou, nesta terça-feira (18/4), à Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Administração Pública (Dercap), documentos que indicam a utilização fraudulenta de senhas no Almoxarifado da Prefeitura de Goiânia. “Enviei para a Dercap para apurar esse crime de utilização de senhas de servidor de forma indevida”, afirmou o vereador.

 

De acordo com o depoimento de servidores da SMT, nesta segunda-feira (17), pessoas não autorizadas utilizaram as senhas deles para realizar a baixa no estoque de cavaletes adquiridos pela SMT. A Comissão trabalha com a possibilidade de não terem sido entregues os 7.150 cavaletes comprados pela SMT num contrato de R$ 175 mil entre junho de 2015 a julho de 2016. Para o pagamento de um processo de compra, além do chamado “empenho prévio”, que é uma espécie de autorização de compra pela administração pública, é necessária também a assinatura de recebimento das mercadorias na nota fiscal da empresa fornecedora. 

 

Autora da assinatura que atestou o recebimento das mercadorias, a ex-diretora administrativa da SMT, Maria Bernadete dos Santos, foi ouvida nesta segunda-feira, 18, pela CEI. É dela a assinatura que confirma o recebimento de 4 mil cavaletes. O ponto que é alvo de questionamento é que ela atestou a nota fiscal mesmo depois de ter deixado a SMT. Documentos obtidos pelo jornal A Redação comprovam a irregularidade. A nota é datada de 3 de julho de 2015. Outro documento que faz parte do processo afirma que Maria Bernadete foi exonerada em 3 de junho de 2015.

 

“Eu tinha vislumbrado uma falsidade na assinatura dela. Observei que as assinaturas eram divergentes. Ela confirmou que a assinatura era dela. Só que ela assina já não investida do cargo. Ela assinou a nota de forma fraudulenta, porque ela não estava no cargo mais”, afirmou Eduardo Prado. “Os cavaletes nunca foram comprados. Os que deram entrada, não apareceram no Almoxarifado. O diretor do Almoxarifado, José Carlos, disse que lá cabem 200 cavaletes. Tem entrada lá de 4 mil cavaletes”, completou o relator.

 

(aredacao.com.br)

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